A Ilha dos Guarás fica no litoral nordeste do Pará, na foz do estuário do Golfão Maranhense, uma região de transição entre a costa amazônica e o litoral maranhense. O nome vem da grande colônia de guarás — ibis-escarlates — que habitam os manguezais da ilha. É um destino de ecoturismo e pesca, sem estrutura turística desenvolvida, voltado principalmente para visitantes que chegam de barco.
Características das marés
As marés da Ilha dos Guarás são estuarinas, com amplitude muito alta — podendo superar 5 metros nas marés vivas. Isso coloca a região entre as de maior amplitude de maré do Brasil. Em termos práticos, significa que:
- Na maré alta, vastas extensões de mangue ficam submersas
- Na maré baixa, bancos de areia e lama surgem ao longo de centenas de metros
- A velocidade da corrente nos canais entre as ilhas pode ser forte o suficiente para dificultar a navegação de pequenas embarcações
Consulte os horários em Tábua de Maré Ilha dos Guarás.
Pesca e ecoturismo
A pesca é a principal atividade da região. Camarão, gurijuba, robalo e pescada são abundantes. O período mais produtivo é a virada de maré, especialmente na baixamar, quando os peixes se concentram nas entradas dos canais do mangue.
A observação de guarás (ibis-escarlate) é melhor no entardecer — os bandos retornam ao mangue para dormir e o espetáculo de centenas de aves vermelhas sobrevoando os manguezais ao pôr do sol é único no Brasil.
Planejamento da visita
O acesso à Ilha dos Guarás é feito de barco a partir de municípios como Carutapera (MA) ou Turiaçu (MA). Não há estrutura de hospedagem na ilha — a maioria dos visitantes faz passeios de um dia. Planejar a saída e o retorno com base na tábua de maré é essencial para garantir calado suficiente nos canais rasos.
Dados de maré: Marinha do Brasil (CHM). Horários em UTC-3.